21 de out. de 2008

Prêmio Vladimir Herzog - Menção Honrosa

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo anunciou hoje o resultado do 4º prêmio Vladimir Herzog de Novos Talentos. Receberam Menção Honrosa: Ana Paula Herculano Garrido e Wellington Alves da Silva, alunos do 4º ano de Jornalismo da Universidade São Judas Tadeu, com ‘Homem x Mulher: uma luta acontece a cada 15 segundos no Brasil’, do Jornal Expressão. A matéria teve como orientadores o professor Sergio Sanches e a professora Iêda Santos.

O vencedor deste ano foi Renan de Carvalho Gouvêa, com ‘Bairro Lixão – esquecido pela Justiça’, do Jornal do Ônibus, da UNAERP de Ribeirão Preto. Milena Tomazini recebeu Menção Honrosa com ‘Consumismo e monocultura são vilões atuais do meio ambiente’, do Jornal do Barão, do Centro Universitário Barão de Mauá, de Ribeirão Preto.

Os jurados foram Franklin Valverde, Fabíola de Oliveira e Walmir de Medeiros Lima. Os prêmios serão entregues no auditório do Tuca -Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Rua Monte Alegre, 1024, tel.: 3670-8453), no próximo dia 27, às 19h.

Também receberão troféus e homenagens no dia os vencedores do 30º Prêmio Herzog 2008 nas categorias Foto, Artes, Internet, Jornal, Reportagem de TV, Livro-reportagem, Rádio, Revista e Documentário de TV.


Participem da Comunidade do Expressão: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=53339938


Iê...


19 de out. de 2008

Sapatos enfeitiçam?

Depois de ser abordada na rua por duas garotas que queriam saber onde comprei uma sandália que estava no meu pé (uma melissa Hello lindíssima), pensei um tempão sobre fetiche/tara por sapatos. O que leva uma pessoa a ter esse fetiche – ou seria tara? - Bem, acho que não tenho. Apesar de amar comprar um novo exemplar deste acessório (e achar que não preciso de mais nenhum até o próximo inverno!). Tem algum outro motivo?
foto: autor desconhecido/google

De acordo com o dicionário Houaiss, fetiche quer dizer “objeto a que se atribui poder sobrenatural ou mágico e se presta culto” e tara significa “desequilibrar-se mentalmente; enlouquecer; gostar muito; adorar; desejar de forma ardente”. Então, as duas palavras servem para dizer que se ama sapatos, se bem que eu acho mais forte dizer “sou tarada por sapatos”, apesar de ser o mais certo.

O comum é ouvir mulheres dizerem: “Tenho fetiche por sapatos”. A palavra fetiche vem de feitiço, então querem dizer que se sentem enfeitiçadas por eles. Ou querem enfeitiçar com eles. Também, pudera, qualquer um pode perceber que um calçado de salto deixa os pés mais bonitos. E quando se sabe andar bem com um desses belos saltos, atrai qualquer olhar, seja feminino ou masculino.


Costumo dizer que uso sapatos de acordo com meu humor, estresse ou objetivos. Amo vestir uma calça jeans, um blusinha básica e um belo sapato para contrastar, mas já cheguei a usar a mesma roupa, no mesmo dia, com um all-star. Verdade, um dia sai de jeans, hering branca e all-star vermelho, cheguei em casa apressada e tinha que sair para trabalhar em 10 minutos, peguei uma super sandália de salto, coloquei e fui. rs Em dias de puro cansaço, desânimo ou quando quero curtir um feriado, fim de semana ou dia comum mesmo à vontade uso rasteirinhas, tênis ou qualquer calçado que não tenha salto.


Um sapato de salto deixa calcanhares elevados e podem dar a ilusão de pernas mais bonitas, acho que é daí que vem a preferência quase unânime das mulheres. Conheço mulheres baixinhas, assim da minha altura (rs), que nunca usam tênis e sapato sem salto e mulheres altas que nunca usam salto!! Mas sempre há aquelas que gostam de variar.


Homens também gostam de vê-las com um belo salto, chama atenção de verdade. Mas não creio que eles saibam a marca, a diferença entre saltos e nem o poder que a "elevação" dos calçados tem. Na minha opinião, simplesmente são seduzidos e nem sabem que é o belo salto que contribuiu junto com todas as outras coisas, é claro, e ajudou bastante, para atrair olhares.


Tem aquelas mulheres, com certeza, que não usam para este fim. Mas se sentem poderosas com tal apetrecho nos pés. Podem ser belas, super produzidas, mas se não colocar o tal salto não se sentem bem!


Bom, precisaria de algumas entrevistas para saber como as pessoas vêem essa louca mania de gostar de sapatos de salto das mulheres, ou o que leva , como podemos chamar, a esse consumismo exagerado pelo mais apaixonante acessório de pés.


Iê...




"Toda mulher que seduzir um homem para que ele se case com ela, utilizando-se de sapatos de salto alto ou outros artifícios (...) será castigada com as penas de bruxaria"
Lei promulgada no séc. XV, pelo parlamento inglês






15 de out. de 2008

Bifurcação

foto: by google

Encontrava-se numa bifurcação em sua vida.
Por esse caminho ou pelo outro. (?)
Esperado. Novo. Desconhecido.
Hesitação.
Medo.
O medo, muitas vezes, impede realizações.
Estaciona. Pára. Interrompe.
Acomoda.
Deixa a sensação de 'e se...'.
Atropela futuros!
Iê...
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"Quantas vezes perdemos algo por medo de arriscar", por dar importância a opiniões alheias etc etc e tal
(li algo parecido em algum lugar, por isso a aspas; não lembro onde; mas me inspirou a escrever Bifurcação)

Vale a pena?

12 de out. de 2008

Ser criança é...

Ser criança é não ter que parar e fazer pausa
É não frear o ritmo
É saber refletir
É quebrar qualquer rotina
É não ter que cumprir horários rigorosos
É saber aproveitar as férias
É ter tempo para se fazer aquilo que habitualmente não se tem tempo para fazer
É ter um cansaço diferente
Ser criança é ser feliz sem ao menos saber o porquê!
Iê...

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!




fotos/arte by google

9 de out. de 2008

Coisas que a vida ensina depois dos 40

Calma, ainda não cheguei aos 40! rs Mas... em negrito estão as coisas que já aprendi com trinta e uns!!! Bem, essa é a lista do Artur Távola. Quando a li, pensei em escrever a minha lista. Logo mais coloco aqui num novo post.

foto: by Google

Amor não se implora, não se pede não se espera...Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças... Não há vida decente sem amor! E é certo, quem ama, é muito amado. E vive a vida mais alegremente...

Artur da Távola

E você, quais as coisas que aprendeu com a vida até agora? Seja com vinte e uns, trinta e uns, quarenta e uns...


Iê...

30 de set. de 2008

Folder Abandonado... Evento interessante!

Dei de cara com um folder no meio da minha agenda. Abandonado. Mas é muito legal para aspirantes a jornalistas ou para quem se interessar. E também para vestibulandos. Vale a pena conferir.
Iê...
Dando um quase "ctrl C/ctrl V" no folder....

O que? Uma redação de jornal impresso montada por dois meses para cobrir o evento em homenagem ao centenário da Morte de Machado de Assis.

Como? Oficina "Com quantos tipos faz um jornal" de sexta e sábado paralelamente ao evento (Machado de Assis Leitor do Brasil), com dicas de jornalistas, palestras com crônistas, artistas plásticos, noções de diagramação e fotojornalismo.

Quem? Alunos dos cursos de comunicação, letras e vestibulandos. Após seleção, os alunos serão orientados pelo jornalista e editor Heitor Amílcar, pela fotojornalista Su Stathopoulos e pelo design gráfico Valnei Andrade.

Quando? De 03 de outubro a 06 de dezembro. Sextas, das 19 às 22h e sábados, das 10 às 13h e das 14 às 16h

Onde? SESC Consolação. Informações na Central de Atendimento, de segunda a sexta-feira, das 13 às 21h.

Por que? Será uma experiência indispensável para seu currículo profissional e para sua vida cultural.

Quanto? R$ 40 inteira; R$ 20 usuário matriculado, estudantes e professores da rede pública; R$ 10 trabalhador no comércio de bens e serviços matriculado e dependentes.

Endereço: Rua Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque
Tel. 32343061
sesc.org.br

28 de set. de 2008

Butterfly

Momento "eu amo borboletas". E elas sabem disso! Já vieram várias vezes nas minhas mãos brincar; e ficam por um longo tempo sempre. Mereceram esse post (com algo escrito há dois anos!!) pois recebi a visita de uma hoje enquanto estava deitada na rede da sacada do meu apê. Linda, colorida. Tomara que volte sempre.
Iê...



Texto escrito por Iêda Santos em setembro de 2006

25 de set. de 2008

História de amor... parte II

Os dias seguintes foram perturbadores. Ela tinha compromissos, responsabilidades e não podia fazer o que queria. Fugir do seu mundo. Contemplava o nada sempre que podia. Fez tudo o que precisava com uma máscara de sorriso grudada ao seu rosto. Alguns não perceberam que o sorriso vinha diferente. Apenas sua boca sorria no automático, mas seu coração e olhos não mais. Outros queriam dar opiniões diversas. E ela se afastou de todos eles. Criou o seu mundo. Um mundo vazio, mascarado por alegrias falsas. Fez-se solitária. Mas tinha que seguir as convenções da vida. Trocaram alguns e-mails meio sem sentido. Ela não sabia o que pensar sobre a situação. Escrevia com o coração apenas. Um coração estraçalhado que só sabia sentir a enorme falta que ele fazia. O que sua razão não queria permitir. A razão queria sentir ódio, mas não vencia a guerra contra o coração e nem contra o corpo dela que o pedia insistentemente sem saber o porquê de tanta falta. Ela só queria voltar a ser como antes daquele primeiro e-mail de elogio. Feliz, uma felicidade incompleta, mas feliz com sua falta de pretensões em relacionamentos. Quis morrer. Morrer, não matar-se. Sabia que não podia ser fraca assim. Ela queria reagir, mas era difícil inicialmente.
Um bom tempo depois, mas nem tanto tempo assim, o que parecia um ano para ela, ele foi ao seu encontro. Abraçaram-se. Um abraço meio fúnebre. Estranho. Ele tinha os lábios secos, não sorria, não estava triste, mas tinha um ar desesperador. Ela quis não estar ali por um momento. Mas morreria feliz no aconchego daquele abraço, nunca mais sentiria dor em seu coração. A dor da falta. Trocaram palavras que no fim ficaram sem sentido. Ela ficou sem palavras. Ele também. Despediram-se. Outro abraço. Ele se foi. Ela andou alguns metros. O barulho ensurdecedor do lugar em que estavam deixou um silêncio oco em sua cabeça. Ficou ali por um bom tempo, contemplando o nada.
Mas foi ai que ela mudou..
Iê...

Texto escrito por Iêda Santos em julho/2007

24 de set. de 2008

Brasileiros defendem diploma para jornalistas

Cartaz campanha FENAJ

Bem, eu defendo esse direito até o fim. Não concordo mesmo em ver alguém que acha que sabe escrever em todos os meios sem ter uma faculdade, não concordo em ver gente apresentando programas que seriam mais voltados ao jornalismo, sem saber o que está fazendo, qual a técnica e até mesmo a ética. Não se é jornalista se não se aprende a profissão, assim como em outras profissões.
Iê...

Fonte: Redação Comunique-se

A maioria da população brasileira defende o diploma para que jornalistas exerçam a profissão. Pesquisa de opinião realizada pela Fenaj/Sensus aponta que 74,3% dos dois mil entrevistados em território nacional disseram ser a favor do diploma, contra 13,9% que defendem a atuação jornalística sem o documento. Os que não souberam e não responderam foram 11,7%.
Leia o restante da matéria no Comunique-se.

23 de set. de 2008

Primavera

É tempo de música!



La Primavera, Vivaldi

22 de set. de 2008

Dia Mundial sem carro

Foto: Eduardo Knapp/Folha Imagem
Não sou adepta a notícias em blog, apesar de ser jornalista. Mas para falar do meio ambiente e tentar conscientizar pelo menos uma pessoa a mais, acho que vale a pena

A foto acima não é de hoje, mas enfrentamos nessa manhã a mesma lentidão de sempre. Isso no Dia Mundial sem carro, prestem atenção.
Eu, particularmente, acho o "evento" interessante, porém falta muita coisa para dar certo: uma campanha melhor (tem gente que nem sabe que esse dia existe!) e melhores condições de transporte em TODOS os cantos da cidade. Sim, falta a consciência do cidadão também com a qualidade do ar e mais um monte de coisas que poderiam melhorar nossa vida. Mas, me respondam... Mesmo quem tem consciência, como faria para chegar ao trabalho sem condições favoráveis? Ir de bike? Legal. Mas nem todo mundo aqui tem uma e apelar para busão, lotação e metrô sem condições de entrar todo mundo. Não dá mesmo!
Na Revista da Folha do último domingo havia 3 personagens na matéria principal que tiveram a decisão corajosa de não usar mais carro para trabalhar, não usar carro nunca ou usar apenas em finais de semana. Eu moro a cinco minutos a pé do meu trabalho, sou uma privilegiada, sei disso! Então, para mim, seria fácil segui-los! :D
Bem, muita gente não tem consciência de tudo que acontece com o meio ambiente e mais que deixar o carro em casa quando for apenas à padaria ou qualquer outro lugar que você chega em menos de 20 minutos a pé (só para começar!), precisamos aprender a fazer coleta seletiva, a não jogar lixo na rua e mais um monte de outras boas atitudes.
Lembrem-se apenas de não apontar o culpado pelas péssimas condições ambientais antes de tomar consciência do que faz sozinho mesmo.

E, você, o que faz conscientemente para melhorar o meio ambiente, para cuidar do seu planeta?

Ops, para quem se interessa pelo assunto, dois links interessantes: Blog do Planeta e Sustentabilidade do Estadão.

Iê...



17 de set. de 2008

História de amor... parte I

Esse é o resumo de uma história de amor interrompida. Uma história de amor cheia de momentos como esses de contos de fada, mas...


Tiveram o primeiro contato por e-mail. Um e-mail com um simples elogio. Desses que se deve agradecer e só. Mas, não se sabe bem como, a troca de e-mails aumentou e surgiu uma certa curiosidade em saber quem ele era. Já que só ele sabia quem era ela em carne e osso. Ela sabia que isso aconteceria, era inevitável. Mas achava que era apenas mais uma de suas amizades com meninos. Amizade mesmo, ela não pensou em outra coisa qualquer. Porém, quando ele apareceu na sua frente pela primeira vez foi tomada por uma alegria tão inusitada que seu mundo tremeu. Parecia que já o conhecia. Sensação estranha. Ficou estarrecida, deslumbrada pela beleza de seu sorriso. Aquele era o rosto do outro lado. Foi um contato simples. Desses que se sorri e só. Outros e-mails foram e voltaram com respostas cada vez mais intimas. Já sabiam muito um do outro. Ela tentava fugir de um possível encontro, já que era um caso duplamente proibido. Mas não conseguia. Lutava contra a vontade de responder e-mails e de conferir se a resposta da resposta havia chegado. Desesperada, pensou que era amor. E era. Mas ela ainda lutava contra isso. Um belo dia, como nesses de contos de fada, os dois se encontraram num desses encontros sérios. Almoço sério, num restaurante sério, como se tratassem de negócios. Ela, talvez ingênua com seus próprios sentimentos, achava que iria ser só isso. Mas, numa fila séria de um shopping sem muito significado, com o objetivo de ver um filme talvez não tão sério, mas de forma séria... surgiu um beijo roubado. Maravilhoso. Ali o mundo foi esquecido. Nesse momento mágico, ela se deu conta do que nem tinha se dado conta e nem lembrou de nada. Nem de coisas duplamente proibidas, nem coisas sentidas e não percebidas, nem sabia o que achava ou não. Mas sentiu e gostou. Gostou até demais. Mais um encontro. E mais um... Ficaram intimos e se tornaram um só.
Quando se tornaram apenas um corpo pela primeira vez, era como se estivessem deitados sobre uma nuvem com uma lua completamente cheia ao lado, dessas que tomam conta do céu inteiro no final de uma noite. Para ela parecia que o barulho do silêncio imitava trovões e seus corpos estavam em perfeita luxúria. Seus dedos entrelaçados afundavam na maciez dos lençóis durante o gozo mais magnífico experimentado em suas vidas. A felicidade tomou conta dos dois naquela noite que nem percebiam ser finalizada.
Assim, enfrentaram barreiras que inicialmente pareciam intermináveis, mas venceram todas. Viveram momentos extremamente felizes, sem muitos desentendimentos, na verdade pouquíssimos e que nunca duraram mais de 12 horas. Conheceram coisas novas, aprenderam outras juntos ou ensinaram coisas entre si. Ela sentia como se fossem uma só pessoa. Sonharam juntos. Cresceram juntos. Evoluíram até. E parecia ser o amor mais perfeito de todos os existentes no mundo. Mas, talvez apenas para ela.
Num dia estragado por uma dessas barreiras que se camuflam, ela viu o mundo dela, que era em vermelho vivo, acinzentar-se bruscamente. Com seu sempre ingênuo otimismo, que nem ela enxergava, achou que seria um simples trovão em mais um dia belo de suas vidas. Dias depois, o mundo desabou em sua cabeça e ela viu o quanto o amor que ela acreditava ter para ela não era suficientemente forte. Ele mudou de um segundo a outro, da água para o vinho. Falou coisas que não combinavam com sua boca, com as características que ela conhecia. Era outro, frio, calculista e, ao mesmo tempo, covarde. Saiu de cena devagar, seu rosto não conseguia encará-la, sua boca falava e não conseguia expressar a verdade. Deixou-a para trás, assim como se deixa um pacote de um brinquedo velho. Ela sentiu como se visse um resto de sol na sua vida, como se visse alguém correndo longe... Era ela. Porque ali havia ficado uma outra. Ele deixou apenas uma lacuna em suas vidas, saudade por todos os lados que ela se virava e uma dor de cólicas menstruais imensa, dor tenebrosa que parecia destruí-la. Deixou tudo a sua volta intacto e aquela que tem um amor indestrutível por ele despedaçada, com os olhos encharcados como que em uma tempestade, contemplando o nada.
É, contos de fada nem sempre têm final feliz!
Iê...
Texto escrito por Iêda Santos em julho/2007