30 de ago de 2008

Por que a Vida é Bailarina?

Para republicar texto do antigo blog e para explicar realmente o que significa a vida ser bailarina, ou seja, o nome do blog.
Depois desse post, virão apenas os novos.
Nunca é tarde para homenagear São Paulo
e Mulheres... Seres Humanos

São Paulo. Minha Cidade. Iêda. Meu nome. Nasci dia 25 de janeiro. Há trinta e poucos anos. Dia do aniversário da minha cidade.
A cidade de São Paulo é linda e feia ao mesmo tempo. Tem prédios gigantescos e esplendorosos. Mas também tem favelas. Tem caos, trânsito, poluição. Tem loucuras e muita bagunça. Mas muita organização também. No mundo paulistano existe gente pobre, muito pobre, e gente rica, podre de rica. Há também muita cultura, gastronomia variada, comerciantes de variedades inimagináveis.
Uma cidade completa, mas que ainda deve muita coisa a seus moradores. Sonho de muitos brasileiros e pesadelo de outros.
Por tudo isso, a regra aqui é “Ame-a ou Deixe-a”. Eu a amo!
Esse mês foi “comemorado” o Dia Internacional das Mulheres. Não vejo graça alguma neste dia. Que diferença isso faz? Nenhuma.
Conheço mulheres diversas. Fracas, fortes. Independentes, dependentes. Burras, inteligentes. Lindas, bonitas, feias. Amadas, não amadas. Tímidas, extrovertidas. Sorridentes, choronas. Trabalhadoras, preguiçosas. Sortudas, batalhadoras. Simplesmente mulheres. Sinto-me um pouco de cada uma delas.
Maitê* é uma dessas mulheres que faz qualquer um gargalhar, porém deixa qualquer um, também, de queixo caído quando fala sério. Entendeu logo de cara porque eu disse que “A vida é Bailarina...”. Completou sua explicação com um poema, que não sei quem é o autor:

“Em cada passo
percorremos diversos caminhos,
em cada giro
viajamos o mundo,
em cada olhar
transmitimos desejos,
em cada toque
multiplicamos sensações,
em cada queda
transcendemos a emoção,
em cada dança
sonhamos;
com os pés no chão”

Assim, explicou que a vida, não só para as mulheres, mas para todo ser humano, é bailarina. A vida, nossa existência, nos faz rodopiar para vencer barreiras, saltar aquela tal pedra no meio do caminho que Carlos Drummond de Andrade tanto falou. Nossa vida é um pas de valse, sempre oscila de um lado para outro, entre momentos bons e ruins. Porém, sempre nos oferece coragem para um Devant, ir em frente diante de qualquer situação. E se enfrentá-la com um Pas de Deux, melhor ainda. Nunca sozinho, sempre acompanhado.
Não só mulheres devem ser homenageadas e sim o Ser Humano, o ano todo, todos os dias do ano. Em São Paulo temos pessoas assim. É isso.
* Maitê é apenas uma personagem no texto.

Iêda Santos

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