27 de ago de 2008

Republicação nº2

Convenções
Vou ser direta. Se não houvesse certas convenções na vida, talvez fôssemos bem mais felizes. E felizes de verdade.São raríssimas as pessoas que não se prendem a isso, ao que é estabelecido pela sociedade. Estas são criadas como se obedecessem a um acordo prévio e seguem normas baseadas em experiências.Você já participou da reunião de alguma? Eu não. E o pior de tudo é que sei que sigo muitas.Isso é milenar. Não podemos mudar. Mas é necessário reconhecer.Pessoas, há poucos dias estive em meio a crianças de classe média alta que participavam de uma atividade, digamos, “recreativa”. Todas bem arrumadas, com cachecóis, botas – como dita as normas de inverno. No meio do evento chegou uma amiguinha que foi bem recebida por todos, mas trazia uma outra que não seguia as “convenções”. As roupas eram modestas e a criança até mais tímida. Comecei a perceber olhares, conversinhas paralelas e todo tipo de reação, assustadoras para mim. Poucas a trataram como igual. Esta história me levou a meditar sobre coisas que faço, que as pessoas ao meu redor fazem e assim por diante. Claro, cheguei a conclusão de que várias são necessárias, mas me veio à cabeça as convenções fúteis que seguimos. Por que a amiguinha nova tinha que estar vestida como todos? Por quê? Alguns dirão que é educação dos outros, que é preconceito, sei lá. Não. Mas, deixemos este acontecimento de lado.Pensando bem, vejo-me com as mesmas normas. Claro que adultos reagem de forma diferente, mas até ai! Ao me vestir, sempre me preocupo se já me viram muito com tal roupa, se repito muito tal sapato e bolsa. Para quê? Precisamos de tantos sapatos, de tantas bolsas...?É, seguimos normas bobas como esta e nos vemos “reparando” não só em nós mesmos, como em todos. Temos coleções de tudo, e não percebemos que isso é para seguir regras do mundo em que vivemos.E se seguíssemos regras úteis? Alguém sabe o nome do faxineiro (a) que limpa todos os dias o chão da empresa em que trabalha (falo de empresas grandes!)? E quantas vezes você viu alguém sorrir para esta pessoa ao passar por ela e dar ‘Bom Dia’? Isto sei que procuro fazer sempre. Apesar de me distrair muitas vezes, gosto de cumprimentar todos. Mas observei que isto não é comum. Vale lembrar que não é necessário nem saber o nome, mas mostrar às pessoas que você sabe que elas existem ali.Por que seguir convenções sem importância e não seguir as que fazem a nós e as pessoas ao nosso redor mais felizes?Nossa, eu realmente viajei em meus pensamentos sobre este assunto. Fiz uma lista enorme de normas úteis e inúteis que seguimos, baseadas em acontecimentos pessoais ou não. Porém, não posso enumerá-las aqui.Para se desfazer das inúteis, devemos nos livrar até dos nossos mais recônditos preconceitos. E lembrar que o mais importante nisso tudo é ser feliz e aceitar as pessoas como são. E, às favas, certas convenções!!!!
Iê...

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