14 de fev de 2009

:: Droga do Amor ::

Um conto, uma fábula, uma história de amor indestrutível....

foto by google
Aquele dia teve uma mistura de sensações dentro dela. Primeiro ALEGRIA. Depois PRAZER. Intenso, maravilhoso, feliz, fervente como sempre. Seus corpos sempre se atrairam de forma inexplicável e o resultado era CLIMAX total, desde a primeira vez que o viu pôde sentir.
De repente, quando a sublimação tomava conta deles, de seus corpos, de suas almas, veio a surpresa. TRISTE. Primeiro SUSTO. Depois MEDO, DESESPERO, INDIGNAÇÃO, NOJO, ÂNSIA, DECEPÇÃO causados por ele.
E mesmo assim precisava que os braços dele a confortassem.
Derrubou lágrimas, mas não chorou. Há tempos prometeu não chorar por ele. Seu corpo sentiu uma FRAQUEZA incontrolável. Sim, porque ele é seu néctar, sua droga preferida. DERROTADA. Mas ela não conseguia largar esse vício, por mais que dissessem que isso a destruia. Ele é seu veneno, afrodisíaco do seu ser. Ela não podia fechar os olhos, a visão que tinha era como uma facada no peito. O abraçou forte diversas vezes, seu abraço a confortava do mal que causara. Mas depois se foi, era necessário.... VAZIO. E tudo voltou à tona na mente dela. Lembranças deliciosas pareciam despedaçadas. Será que só ela enxergava daquela forma? Impossível saber. Tentou odiá-lo. Sim, tentou. Porém, o lugar que tomou em seu coração é fechado com portas de aço que pesam toneladas indescritíveis, impossível arrombar e tirá-lo de lá.
Passou o restante do dia olhando dentro dos seus próprios olhos a destruição causada. Era evidente. Estava DEMOLIDA. Mas o coração continuava lá, intacto. Tentou desenvolver pensamentos mágicos para tal destruição, fez uma lista dos defeitos dele, não os que aprendeu a conviver, mas os mais podres. E, acredite, nem assim o sentimento se foi. Pelo contrário, o amor pulsava numa força explêndida e o corpo exigia a presença dele, o cheiro, o calor, o toque, da forma que havia sentido horas atrás. Estado de ABSTINÊNCIA. Dolorido.
Que amor é esse que não se destrói pela falta, pelos erros...?, ela pergunta a si mesma a cada instante que vê a alegria existente no olhar dos dois numa antiga foto.
E ainda se torturava com uma pergunta final. Quando venceria esse amor? Sem resposta. EXTASE!

Iê...

5 comentários:

Montanha disse...

É...tem amores que são imbativeis. Uma vida é pouco para suprir todas as necessidades. As vezes temos a sensação que o amor de hoje, intenso,complicado, parece ter vindo de vidas passadas...

Complicado....Mas não pare por aí, de continuação nesta fábula, conto, história...

Montanha

Gleidston dias disse...

E que bela sensação passaste aos leitores deste,conto/historia,o que vale mesmo é transpor a imaginação e dar asas as palavras, gostei e espero pela continuação...

Um otimo fim de semana pra voce.

bjcss

Juliano Sanches disse...

O gosto do não-esperado, a aventura do amor. Gosto que não está na vitória, no realizado, no pronto, no acabado. Acredito que o amor é a verdadeira força que embriaga a nossa vida. Uma força destilada nos alambiques da nossa ternura. É prazeroso saber que, com o passar dos anos, essa energia é guardada na barrica do nosso espírito, para que possamos usá-la em nossos momentos de prazer. Ocasião em que, finalmente, a degustamos, claro que vagarosamente, pois somos os produtores e, por isso, sabemos o verdadeiro valor desse ritual. Degustamos, mas sabemos que o verdadeiro degustar está no caminho e não na chegada, entre a destilação e o primeiro experimentar, e não no último gole.

Amanda Proetti disse...

Lindíssimo texto... e mesmo com algum tempo de trajetória compartilhada, a força da lindeza das palavras deste canto ainda em toca lá no fundo!

Quando venceria esse amor? O amor não pode ser vencido... não deve... Nada e nem ninguém pode vencê-lo! Ele é a força maior, Ele é o sentido de tudo isso, Ele invencível, Ele é todo poderoso, Ele tudo supera, tudo espera, tudo crê, Ele é a própria vida porque Ele é o próprio Deus!

Obrigada pelas lindas palavras no orkut!
Beijos

Marina Sena. disse...

nossa..
tanto sentimento e tanta emoção de uma só vez que quase pude me sentir feito a personagem.
intenso.


bjs.